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TRANSBORDANDO

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Ando inebriada

De ideias servis

Lotada

De pensamentos bons, febris

Vontade de doar

Percebo-me sorridente

Ao cofre espreitar

Porco gordo ricamente

Com estômago de moedas

Quero quebrá-lo

Para dar ao mundo, consertadas.

Destruir para uni-lo

Rasgar para emendar

Cortar para cerzir

É contagiante

Eletrizante

Explosivo

O tempo passa

A vontade aumenta

Quase transborda

Como água que pinga da torneira

Vagarosamente

Enchendo o copo na pia

Assim como o porco

Engordando com moedas.

 

Simone Possas Fontana

(escritora gaúcha de Rio Grande-RS,

membro da Academia de Letras do Brasil/MS, ocupando a cadeira 18,

membro correspondente da Academia Riograndina de Letras,

membro da UBE/MS – União Brasileira de Escritores,

autora dos livros MOSAICO, A MULHER QUE RI e PCC,

graduada em Letras pela UCDB,

pós-graduada em Literatura,

contista da Revista Cultura do Mundo,

blog: simonepossasfontana.wordpress.com)

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MILTON E VERINHA

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Ela o avista da sua sala e criando coragem encaminha-se até ele.

– Oi. – riscando o chão com o bico do sapato e olhando o que desenhou.

– Oi. O que foi? Nunca viu alguém do lado de fora da sala de aula? – ele responde rudemente, com as mãos cruzadas nas costas e encostado na parede.

– Sim. Já o vi várias vezes encostado nesta parede e sempre fiquei curiosa para saber porque você ficava aqui fora ao invés de lá dentro? O que faz aqui?

– A professora me mandou sair.

– Você estava incomodando a aula?

– Ah! Ela disse que sim. Estava tudo muito quieto, mas queria dar um cascudinho na cabeça de um, beliscar o outro, queria falar, falar, falar…

– Ah tá! Queria chamar a atenção, né?

– Você acha? Pois que seja! – diz emburrado.

– Como se chama?

– Milton.

– Milton, se eu fosse psicóloga ou terapeuta diria que você vem de um lar turbulento, com um pai que bebe muito e após beber fica violento. Violento ao ponto de bater na esposa e nos filhos. Acertei?

– Hã? – diz o menino arregalando os olhos. – Até parece que você vai lá na minha casa e assiste as brigas!

– Viu? Acertei! Mas não fique triste, não! Deixe as brigas para o ambiente de sua casa, já que não pode evitar. Para cá traga apenas seus livros e a vontade de aprender, seu bobo! Está perdendo seu tempo!

– Hã hã. Obrigado Verinha. – diz de cabeça baixa, desta vez sem arrogância.

– Verinha? Como você sabe meu nome?

– Vi seu nome naquele cartaz ali. – apontando com o queixo para o cartaz na parede com fotos e nomes dos melhores alunos da escola. – Você é a melhor em tudo, né?

– Não Milton. Não sou melhor em tudo, mas gosto de estudar e aqui me sinto segura e tranquila. Não importa se tenho problemas em casa ou não. Quando aqui chego, me transformo. Vejo minhas amigas, conversamos, trocamos ideias, estudamos, damos risadas!

– Hum… Que bom. – responde o menino

– Temos um grupo de estudo todas as segundas, quartas e sextas-feiras. Se você quiser participar, será bem vindo.

– Verdade? Mas não sei nada! Não vou ajudar em nada!

– A princípio você vai aprender! Leva suas dúvidas e vamos ajudar a fazer as tarefas!

– Verinha… tem uma professora na porta de sua sala, com cara de brava, com os braços cruzados, olhando para cá.

– Oh! É minha professora! Nossa! Já se passaram quinze minutos que estamos conversando!

E voltou correndo para a sala de aula.

 

(Milton tornou-se engenheiro químico de uma grande multinacional e Verinha é escritora).

 

 

 

 

 

Simone Possas Fontana

(escritora gaúcha de Rio Grande-RS,

membro da Academia de Letras do Brasil/MS, ocupando a cadeira 18,

membro correspondente da Academia Riograndina de Letras,

membro da UBE/MS – União Brasileira de Escritores,

autora dos livros MOSAICO, A MULHER QUE RI e PCC,

graduada em Letras pela UCDB,

pós-graduada em Literatura,

contista da Revista Cultura do Mundo,

blog: simonepossasfontana.wordpress.com)

 

ENCONTRO DOS IRMÃOS FONTANA

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encontro

Bom dia meus queridos Jorge e Ana,

Esse bilhetinho é para agradecer-lhes!

Nossa vida é efêmera e vocês, sabendo disso, não pensaram duas vezes, e fizeram o Encontro dos Irmãos Fontana (17/12/2016 na Praia dos Ingleses-SC).

Não jogaram fora essa oportunidade de ser feliz e de nos fazerem felizes também.

felicidade

Somos como flores em um jardim. Algumas flores são colhidas cedo demais. Outras, mesmo quando em botão. Existem aquelas sementes que nunca brotam e aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, se entregam ao vento, tranquilas.

E por quanto tempo estaremos enfeitando esse jardim? Ninguém sabe! Cuidamos pouco de nós mesmos e dos outros!

Ana e Jorge, vocês nos deram oportunidade de construir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra gentil, de fazer um gesto carinhoso, de agradecer pelo que temos.

mulher agradecendo

Sei que não deve ter sido fácil planejar o evento, convidar as pessoas, acertar data melhor para todos, escolher um local perfeito, providenciar comida, bebida e acomodações… Enfim, são tantas coisas! Mas vocês se dedicaram e conseguiram atingir o objetivo com agilidade, presteza e carinho. Nota: 1.000!

Por tudo isso, estou muito agradecida!

Agora, olhemos para frente! Ainda é tempo de apreciar as flores que estão ao nosso redor e de agradecer pela vida! (E obrigada ao velhinho e a velhinha por nos terem dado esses quatro irmãos maravilhosos).

idosos

E que venha o 2º Encontro dos Irmãos Fontana (previsão: 05/12/2017 em Itaara-RS)!

Simone Possas Fontana

Janeiro/2017

Eu e o PCC 2

A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM ESCRITA

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livros

 

           Em algumas pessoas existe um grande bloqueio, impedimento, rejeição e dificuldade em redigir textos, mas a linguagem escrita se impõe nesta nossa sociedade que é centrada na imagem gráfica. A linguagem oral e a escrita estão inter-relacionadas, embora essa última seja mais recente que a outra. Com a escrita podemos registrar fatos e esse registro auxilia na memória e na sabedoria, enquanto que a fala propicia a comunicação oral e o retorno da poesia declamatória.

            As sociedades antigas eram providas de literatura onde se ministrava uma educação oral. Atualmente veiculamos a educação oral através da música, teatro, cinema e de áudio-livro, mas toda essa literatura deve ser registrada por escrito. Não se trata de relegar a linguagem escrita em nome da linguagem oral. Uma está associada à outra. Não deve haver oposição entre uma e outra, a fim de não causar enfraquecimento em ambas.

oposicao

           

             Se por um lado a linguagem oral serve-nos como meio de comunicação, a escrita nos possibilita obter conhecimento através das folhas de um livro ou em uma biblioteca virtual, de forma seletiva, assim como fomentar a memória afetiva através de fotos, textos, diários, cartas visando manter qualidade da arte do saber, do estudo e da instrução.

            A palavra tem um poder muito grande e traz consigo a formação das ideias, das faculdades intelectuais com as convicções e princípios que caracterizam o pensamento do indivíduo. Para registrar essa linguagem, buscando seu melhor uso, utilizamos o livro para fazer sua inscrição. Ao transferir a linguagem oral para o livro utilizamos de um recurso mais complexo, pois a linguagem adotada para se redigir documentos ou artigos, deve ser feita de forma clara, a fim de que a mensagem seja captada pelo leitor.

linguagem

           

            A linguagem vem sofrendo mudanças durante séculos e nesse processo muitas raízes são perdidas, gerando diferentes interpretações. O professor deve interpretá-las. Tem a missão e o papel social de compartilhar esse conhecimento – que é a finalidade no processo da aprendizagem – difundindo a educação, visando reduzir a distância entre grupos sociais.

            Utilizamos a linguagem oral para dirigir palavras a outras pessoas, para haver comunicação, para informar. É um uso informal como um veículo de valor cultural e histórico, para persuadir, mobilizar, expressar, convencer, descrever e opinar. Já o livro, que não é composto por meras folhas mortas e secas, é uma das maiores invenções acessíveis à humanidade, pois através dele é transmitida a cultura dos povos, o conhecimento e o saber. A história do homem fica com seu registro preservado de geração em geração, mostrando testes, aprendizado, resultados e pesquisas, sobre diversos assuntos. É o livro que permite inscrever acontecimentos significantes da história e propagar tais ocorrências aos grupos sociais que seguem na ordem dos tempos, agindo como orientador da informação. Através dele que o homem pode agrupar, classificar e catalogar informações, partilhando suas invenções, criações e descobrimentos para a sociedade atual e posterior. E é assim que a sociedade vai evoluindo: a cada geração vão sendo incluídas novas informações, disseminando a experiência e a informação.

livraria

           

             O livro auxilia no desenvolvimento do senso crítico, aumentando a capacidade de interpretar fatos, fomentando a intelectualidade e adquirindo parâmetros para uma postura correta, com aptidão e competência para fazer a distinção de juízo. Outro fato importante é que o livro transmite cultura, arte, estilo de vida de uma sociedade e compreensão do mundo ao nosso redor.

            Também serve de meio para desenvolver a escrita, pois quando escrevemos estamos reproduzindo aquilo que sabemos e quanto mais se lê, mais argumentos se têm. Além disso, o livro pode ser um veículo de divertimento, pois através de uma leitura prazerosa pode-se viajar pelo tempo e pelo espaço, deixando a imaginação fluir.

            Por todos esses motivos, o livro não pode ser considerado apenas um conjunto de folhas secas e mortas, já que oportuniza ao ser humano aumentar sua intelectualidade, realizar confrontações que tornam possível o aperfeiçoamento do conhecimento, bem como para seu entretenimento.

 

eu e o livro

 

 

 

 

 

 

 

 

Simone Possas Fontana

(escritora gaúcha de Rio Grande-RS,

membro da Academia de Letras do Brasil/MS, ocupando a cadeira 18,

membro correspondente da Academia Riograndina de Letras,

membro da UBE/MS – União Brasileira de Escritores,

autora dos livros MOSAICO, A MULHER QUE RI e PCC,

graduada em Letras pela UCDB,

pós-graduada em Literatura,

contista da Revista Cultura do Mundo,

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NÃO CANTAREI

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cantor           

           Acontecimento funesto. Tragédia ocorrida com os passageiros do voo que levava os jogadores de futebol do Chapecoense e jornalistas, do Brasil à Colômbia.

            Desgraça.

            Campo Grande-MS amanheceu triste.

            Mais de mil quilômetros separam Campo Grande de Chapecó-SC, mas essa enorme distância não diminuiu a tristeza.

            Saio para minha caminhada rotineira e percebo essa tristeza no olhar cabisbaixo das pessoas. Ninguém sorri. Não há risadas e nem gargalhadas.

            Até os carros transitam em silenciosamente!

            Os pais deixam seus filhos na porta da escola, em silêncio, calmamente. Nem há a correria e gritaria normal das crianças ao entrarem.

            Silêncio na portaria do prédio, na lavanderia, na padaria, na academia, na oficina mecânica.

silêncio

           

             Pessoas caminham pela calçada em ritmo mais lento do que o normal.

            Silêncio. A cidade silenciou. Parece que estão num velório. Sim. Estamos no velório dessas pessoas que faleceram no acidente aéreo.

            Estamos todos de luto!

            Também compartilho dessa melancolia: não canto! Se antes cantarolava e sorria no meu percurso matinal, hoje não cantarei, em respeito aos mortos.

            Caminharei desolada. Caminharei pesarosa. Caminharei sem alegria e sem cantar.

            Sei que de amanhã em diante a vida continuará seu percurso normal; no meu caminho continuarei a encontrar coco de cachorro, continuarei a pagar as contas que chegarem, aviões continuarão a cair, ônibus e carros continuarão a bater, pessoas continuarão a morrer. Triste. Muito triste. Por isso, nunca abandonem seus sonhos!

            Que Deus conforte as famílias consternadas desse forte abalo sofrido.

choro de amor

Simone Possas Fontana

(escritora gaúcha de Rio Grande-RS,

membro da Academia de Letras do Brasil/MS, ocupando a cadeira 18,

membro correspondente da Academia Riograndina de Letras,

membro da UBE/MS – União Brasileira de Escritores,

autora dos livros MOSAICO, A MULHER QUE RI e PCC,

graduada em Letras pela UCDB,

pós-graduada em Literatura,

contista da Revista Cultura do Mundo,

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AGRADECIMENTO CAMPANHA VALÉRIA

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mulher agradecendo

 

Pessoas queridas! Enfim, a Campanha terminou!

 

ACABO-O-O-O-O-O-OU… A-CA-BOU!

 

Estou muito feliz!

 

Após tanto pedir e insistir, consegui convencer vocês que a Campanha AJUDE A MANICURE VALÉRIA A SAIR DO SUFOCO era por uma causa justa!

 

A meta de R$ 800,00 foi alcançada!

 

O mérito é todo de vocês!

 

você

 

Fizeram suas boas ações e o resultado é uma pessoa (Valéria) feliz, em paz e com a dívida quitada!

 

Apenas para deixá-los informados, assim que entreguei o dinheiro para a Valéria, ela compareceu na Energisa para quitar seu débito. Ao chegar lá, teve uma surpresa nada agradável, mas já era esperada. Seu débito de R$ 800,00 estava em R$ 1.200,00!

Após conversarem, fizeram acordo e conseguiu quitar toda sua dívida com R$ 824,00!

dinheiro 1

 

Tudo resolvido!

 

Nem sei como expressar minha gratidão a todos que colaboraram de uma maneira ou de outra:

– pessoas que fizeram depósito na campanha,

– pessoas que marcaram horário no salão,

– pessoas que até queriam contribuir, mas não podiam no momento.

ajuda

 

Tudo foi válido! Tudo é aprendizado!

 

Tudo isso me fez crescer como pessoa!

 

Pedir não é agradável, mas retribuir a ajuda com agradecimento é bom demais!

ajuda-1

 

Por isso, agradeço de coração a todos vocês em meu nome e em nome da Valéria!

 

Ela entra pelo buraquinho atrás do olho e escorre pelo rosto.

É a lágrima que transborda de tanto amor.

Atrás do coração também tem esse buraquinho.

Ele vai inflando, inflando até ficar apertado de tanto amor.

Parece até que vai explodir em lágrimas.

alegria

 

 

Simone Possas Fontana

(escritora gaúcha de Rio Grande-RS,

membro da Academia de Letras do Brasil/MS, ocupando a cadeira 18,

membro correspondente da Academia Riograndina de Letras,

membro da UBE/MS – União Brasileira de Escritores,

autora dos livros MOSAICO, A MULHER QUE RI e PCC,

graduada em Letras pela UCDB,

pós-graduada em Literatura,

contista da Revista Cultura do Mundo,

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Eu e o PCC 2

 

 

MUDANÇA NA ESTRATÉGIA

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mudança

              Amigos e Familiares,

              Completamos a terceira semana da Campanha para ajudar a MANICURE VALÉRIA!

              Chegamos a 47% do total, ou seja, foi arrecadado até agora R$ 380,00 dos R$ 800,00!

              Obrigada a todos que contribuíram até agora! Vocês são demais!

              Infelizmente ainda não atingimos 50% da meta, mas chegaremos lá com a ajuda de todos vocês.

              Para a campanha dar certo preciso apenas que 44 amigos depositem R$ 10,00!

44

OU

que 30 amigos depositem R$ 15,00!

30

OU

que 22 amigos depositem R$ 20,00!

22

OU

que 18 amigos depositem R$ 25,00!

18

OU

que apenas 15 amigos depositem R$ 30,00

15

             

              Parece tão fácil conseguir essas pessoas, não?!?! Parece, mas não é!

              Fácil é contribuir. Basta clicar no link https://t.co/DieXXXf8WS e preencher o valor da doação!

              Faça sua boa ação de hoje! Fique com sua consciência tranquila de que você contribuiu com um ser humano que está precisando de ajuda!

              Obrigada! Conto com a ajuda de vocês!

mulher agradecendo

Simone Possas Fontana

22/10/2016