Uncategorized

MINHA CONVERSA COM GABI

Postado em

simonepossasfontana

criança balançando 1

– Toc, toc, toc.

– Pode entrar Gabi. Estou na cozinha.

Gabi é uma menininha muito esperta, filha da vizinha e que está acostumada a bater na minha porta, antes de sair para a escola. Entra correndo em direção à cadeira onde estou sentada.

Tia! Óia o que eu touce pala a senhola! – diz sorridente na linguagem das crianças, sacudindo uma nota de R$ 10,00. – É da minha mesada. Quelo ajudá na campanha da manicule.

Abri os braços e dei-lhe um abraço bem apertado e demorado.

Tia, a senhola tá tisti?

mulher aflita

– Não querida. Só pensativa.

Mas o olho tá tisti. – insiste ela.

– Não pequena. É que entrou um cisco no meu olho.

A senhola vai quelê? É pouco?

– Claro que vou aceitar, Gabi. Com muita honra! Não é pouco não!

Mas ainda acho que a…

Ver o post original 375 mais palavras

Anúncios

ACRÓSTICO: FELIZ ANO NOVO SEMPRE

Postado em

simonepossasfontana

 

 Feliz Ano Novo 1

 

 

F elicidade sempre

E sperança sempre

L iberdade sempre

I gualdade sempre

Z elo sempre

 

A mor sempre

N atureza sempre

O portunidade sempre

 

N aturalidade sempre

O usadia sempre

V erdade sempre

O blação sempre

S implicidade sempre

E mpatia sempre

M aravilhar-se sempre

P razer sempre

R esponsabilidade sempre

E logiar sempre

feliz ano novo 2

Nota da Autora:

116513[1]

Texto escrito no dia 1º de janeiro de 2014, inspiração vinda com o auxílio das belezas da Barra de Ibiraquera-SC.

Lagoa de Ibiraquera

 

Ver o post original

Os números de 2014

Postado em Atualizado em

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 590 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 10 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

FINAL DE SEMANA

Postado em

Final de Semana

churrasco 

 

            19 horas. Sábado. Estamos saindo da igreja. Felizes e com as almas lavadas. Alma lavada mesmo, porque a missa foi tão boa que ficamos emocionados. Eu e o Ge soltamos as vozes nas canções.  Foi muito bom!

            Vamos ao aniversário do D., primo do Ge que mora próximo a nossa casa. Toca o celular. Ge atende sem parar o carro.  É minha cunhada Enilda querendo dicas de barzinho com música ao vivo. Ge indica o bar e combina que nos encontraremos lá em 1 hora. Acho que esse telefonema foi abençoado! Estávamos esperando por essa oportunidade de encontrar a família, bater papo, nos divertirmos, já faz algum tempo.

            Chegamos à casa do primo do Ge, mas ficamos pouco tempo. Apenas cumprimentamos o aniversariante, fizemos uma horinha por ali e corremos para o bar. Estávamos ansiosos para encontrar meu irmão, cunhada e sobrinho.

            Fomos ao bar Toda Hora. Cerveja gelada… Música ao vivo… Músicas das antigas… Voltamos ao passado, recordando nossa adolescência.

            Cunhada Enilda, com seu novo corte de cabelo e macacão tomara-que-caia preto e branco (também novo), cantou, sacudiu os ombros, levantou os indicadores, estava feliz; parecia que havia bebido cerveja, mas ela estava apenas tomando refrigerante!!!!

            Se ela estava feliz, imagina eu!!!!

mulher sorrindo

            Meu irmão Flávio, que é sempre quieto, estava falante e alegre! Contamos também com a presença do meu sobrinho Douglas, o qual nos apresentou sua nova namorada. Douglas também não bebeu cerveja, pois estava tomando remédios, por causa de uma provável dengue. Estava fazendo os exames solicitados pelo médico e não quis abusar.

            Todos na mesa cantamos e nos divertimos. Foi uma excelente reunião familiar!

            Depois de muita cantoria, decidimos fazer um lanche numa pizzaria próxima do bar. Estava lotada, mas a cerveja gelada, a pizza deliciosa e o ambiente agradável da nossa mesa não deixaram o mau humor chegar, mesmo com a demora da segunda pizza!

            Combinamos almoçar um churrasco na casa do mano Flávio no domingo.

            Domingo levantamos cedinho, como sempre fazemos. Tomamos chimarrão, lanchamos e fui para o computador esperar chegar às 10 horas, que era o horário combinado para o churrasco, mas às 9 horas o Ge já queria ir! Cedinho ele comprou a carne e refrigerante (já havíamos bebido bastante cerveja na véspera)! Estava muito ansioso. Parecia uma criança. Não posso negar que eu também estava “louca” para ir. Então fomos!

            Não me arrependi de ter ido cedo, porque estava tudo muito gostoso.

mulher feliz

            Ao chegarmos, mano Flávio tinha acabado de passar café; Douglas e Enilda estavam acordando. Fomos à área de lazer porque o Flávio já iria aprontar as carnes nos espetos.

            Quando acordaram, após os cumprimentos normais, dei à Enilda um jogo de paninhos estampados com frutas, coloridos, para enfeitar a cozinha dela. Havia comprado o pano na cidade de Pedro Juan Caballero-PY no feriado de carnaval quando lá estive. Cortei os paninhos e fiz bainha. Disse-me que vai fazer bicos de crochê ao redor de cada pano. Fiquei feliz porque gostou de minha lembrancinha.

            Enquanto o “churras” estava assando, Flávio perguntou se eu queria tomar chimarrão e rapidamente a Enilda já o preparou para mim. Douglas ligou o videocassete e assistimos um DVD muito engraçado do Guri de Uruguaiana. Soltei o riso… Deixei correr frouxo… Na verdade, dei muuuuuuuuuuuitas gargalhadas! Estava muito divertido!

            Minha sobrinha Cíntia e seu marido Carlos chegaram mais tarde, um pouco antes do almoço, na hora do tira-gosto: coraçãozinho de frango e linguiça.

            Enilda preparou arroz branco, mandioca e uma salada MA-RA-VI-LHO-SA: rúcula, azeitonas verdes, pepinos em conserva. Pelo menos acho que era isso que continha a salada; porque só vi de longe; não quis me servir porque não gosto de rúcula (Ah se fosse almeirão!). Nada falei para minha cunhada porque a salada estava tão bonita e todos comiam com tanto gosto, que tenho certeza de que estava deliciosa!

salada

            Após o almoço, Enilda foi lavar as louças. Ajudei a retirar a mesa e a terminar de limpar a cozinha. Ficamos apenas os dois casais: eu/Ge e Flávio/Enilda, batendo papo ao redor da mesa, enquanto os outros dois casais: Douglas/namorada e Cíntia/Carlos foram para a sala de televisão.

            Aí bateu aquela preguiçazinha pós-almoço e fomos embora.

            Sabe qual foi nosso comentário dentro do carro ao retornarmos para casa?

            – Estava muito bom! Não é, nega? Ambiente tranquilo… Gostoso…

            – Sim amor! Estava excelente! Fazia muito tempo que não passávamos um final de semana tão bom assim!

            OBRIGADA MANO, ENILDA, DOUGLAS E CÍNTIA!

            ESPERAMOS PODER RETRIBUIR A HOSPITALIDADE EM BREVE!

doação

 

Simone Possas Fontana

(escritora gaúcha de Rio Grande-RS, membro correspondente da

Academia Riograndina de Letras, autora dos romances

MOSAICO e A MULHER QUE RI)

Nota da Autora:

– Conto escrito em março/2010

– Publicado no livro MOSAICO (Editora Gibim, 2011)

 

           

           

                                                                                                 

CLAUDIOMARA

Postado em

ACRÓSTICO: CLAUDIOMARA

 

C arinho não falta em ti

L embro-me bem desse dote

A mizades mil eu vi

U nidas num laço forte

D ás sorrisos na cidade

I mpregnados de alegria

O nde passas deixas saudade

M uita festa e harmonia

A manhã, creia, é verdade

R iremos de toda folia

A manhã… com sinceridade!

 

 

Simone Possas Fontana

(escritora gaúcha de Rio Grande-RS, membro correspondente da

Academia Riograndina de Letras, autora dos romances

MOSAICO e A MULHER QUE RI)

 

Nota da Autora:

eu-e-o-livro.jpg

– Acróstico escrito em 19 de julho de 1980, aos 18 anos de idade, em Rio Grande-RS, em homenagem a jovem Claudiomara Farias da Luz, colega de escola.

– Publicado no suplemento O Peixeiro do Jornal Agora, de Rio Grande-RS em maio/2013.

– Publicado no site: www.recantodasletras.com.br em maio/2013

CHORAR

Postado em Atualizado em

CHORAR  (Poesia escrita aos 17 anos de idade)

mulher chorando 1

Não sei por que choro.

Não tenho dor, nem qualquer sofrimento.

Estou em paz com tudo e com todos.

Estou em paz principalmente comigo.

paz

Já chega de tanto ódio, desilusões,

Egoísmos e traições.

Hoje vou hastear a bandeira do amor

E da paz em meu coração;

Empunhar a espingarda da vida

E suicidar-me no amor.

suicídio de amor

Hoje estou em paz!

Mas choro. Choro de alegria!

Meu chorar é agradecer.

Meu chorar é aceitar.

Meu chorar é… Amar.

choro de amor

Choro porque amo tudo o que me cerca.

Choro de alegria por saber amar.

Choro porque sou amada.

choro

Recordo os bons momentos de minha infância

Passados com minha família e amigos.

Recordo-me desses instantes de amor

E deixo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto

Deliciando-me com o sabor das lembranças.

choro 1

Hoje, passados alguns anos,

Continuo quase a mesma garotinha travessa,

Mas com outra mentalidade, novos ideais,

Mente aberta, vontade de vencer.

vontade de vencer

Quero Te agradecer por tudo isso,

Principalmente por me teres dado

O dom de saber chorar.

mulher agradecendo Deus

E a você leitor que ama

Está comprometido em aceitar tudo.

Se sentir vontade de chorar e não souber,

Conversa com Deus, pois se sentirá em paz.

Sentir-se-á tão feliz como eu sou!

mulher rezando

NOTA DA AUTORA:

116513[1]

– Texto singelo escrito na data do meu aniversário, em 13/10/1979, quando estava completando 17 aninhos de vida.

– Publicado no Jornal O Peixeiro, suplemento do Jornal Agora, de Rio Grande-RS, em maio/1983 e abril/2013.

– Publicado no site: www.recantodasletras.com.br em maio/2013.