Últimas notícias do evento

CLAUDIOMARA

Postado em

ACRÓSTICO: CLAUDIOMARA

 

C arinho não falta em ti

L embro-me bem desse dote

A mizades mil eu vi

U nidas num laço forte

D ás sorrisos na cidade

I mpregnados de alegria

O nde passas deixas saudade

M uita festa e harmonia

A manhã, creia, é verdade

R iremos de toda folia

A manhã… com sinceridade!

 

 

Simone Possas Fontana

(escritora gaúcha de Rio Grande-RS, membro correspondente da

Academia Riograndina de Letras, autora dos romances

MOSAICO e A MULHER QUE RI)

 

Nota da Autora:

eu-e-o-livro.jpg

– Acróstico escrito em 19 de julho de 1980, aos 18 anos de idade, em Rio Grande-RS, em homenagem a jovem Claudiomara Farias da Luz, colega de escola.

– Publicado no suplemento O Peixeiro do Jornal Agora, de Rio Grande-RS em maio/2013.

– Publicado no site: www.recantodasletras.com.br em maio/2013

Anúncios

CIDADES CO-IRMÃS

Postado em

CIDADES CO-IRMÃS

ponta porã

            Tomando chimarrão, recordei-me da seguinte lenda da origem da erva-mate que refere-se a uma das passagens de Cristo pela terra americana. Jesus, Pedro e João cansados, sedentos e com fome, chegaram a um riacho onde um velho alquebrado pelos anos, mas filósofo e humano pela vivência, recebe-os, abriga-os, dá de beber a eles e prepara-lhes uma saborosa comida com a sua última galinha. Refeitos e dispostos, os três se erguem para reiniciar a caminhada. Cristo, desejando então marcar o seu agradecimento de tanta bondade, humanidade e fraternidade, dirigiu-se ao idoso hospedeiro dizendo-lhe que sua filha já falecida, tão bela e querida renasceria em um arbusto verde e encorpado, de folhas vigorosas, vivificantes, saborosas e restauradoras e guardaria vitalidade, disposição, saúde, amizade e esperança para sempre. Alguns meses depois, ela, a filha singular do velho rancheiro sepultada, ressurge da terra na forma de uma erveira (ou pé de erva-mate ou ainda Ilex paraguariensis).

erva mate

            Falando da lenda da erva-mate, lembro-me de Ponta Porã, falando em Ponta Porã, lembro-me de compras na fronteira! A-DO-RO!

fronteira

       O Estado de MS é lindo de viver! Nasci em terras gaúchas, mas nos trinta anos em que aqui moro, apaixonei-me por esta terra hospitaleira. Para quem busca fazer compras pelo livre comércio, a melhor opção da fronteira é Ponta Porã-MS/Pedro Juan Caballero-PY.

mulher comprando

       Ponta Porã,  município brasileiro localizado no sudoeste do estado de Mato Grosso do Sul, distante 350 quilômetros de Campo Grande, com aproximadamente 80 mil habitantes, atrai muitos visitantes. O símbolo da cidade é uma cuia de chimarrão e outra de tereré,

ponta porã

que representa duas culturas que se tornam apenas uma. Constitui uma área conurbada internacional com a cidade de Pedro Juan Caballero, capital do departamento de Amambay, no Paraguai.

       A cidade possui uma boa rede hoteleira tanto do lado brasileiro como do paraguaio. A economia do município está voltada para a agricultura e pecuária. A lavoura é uma das pujantes do território nacional produzindo, principalmente, soja, trigo e milho. O município hoje tem uma área produtiva de cerca de 200 mil hectares e conta com um rebanho de aproximadamente 300 mil cabeças de gado.

gado

       As principais indústrias da cidade são a indústria de beneficiamento de madeira (serrarias), de óleo, de móveis, de tijolos, de erva-mate, de carvão, de mandioca (fecularia), entre outros. Ponta Porã vem buscando consolidar o seu perfil de produção, atraindo indústrias de transformação para agregar valor à economia local, baseada na agricultura e pecuária.

agricultura

       O município de Ponta Porã faz divisa com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, separados apenas por uma larga avenida conhecida por Linha Internacional, com quem mantém um forte laço comercial, social e cultural, permitindo aos dois povos uma convivência pacífica, consolidando a harmonia dos seus habitantes, através da manutenção de suas diversidades culturais. Possui também uma rica variedade gastronômica

gastronomia paraguaia

e a língua utilizada pelos moradores é o idioma “portunhol”, pois não se fala puramente o guarani, nem o espanhol e nem o português. Esta população aceita a cultura de outros estrangeiros que fazem comércio (coreanos, japoneses, libaneses, árabes). O povo brasileiro não esconde o orgulho de compartilhar da cultura paraguaia que se mistura com a contaminante cultura gaúcha.

gaúcho

       O comércio de Ponta Porã é dos mais variados, possuindo supermercados, lojas de tecidos, de móveis de eletrodomésticos, farmácias, padarias, sorveterias, livrarias, discotecas, entre outros, sem contar com o comércio de Pedro Juan Caballero, para onde grande parte dos moradores compram produtos, principalmente eletrodomésticos e eletro-eletrônicos. 

Ponta Porã 1

       Sua co-irmã, Pedro Juan Caballero, além do diversificado comércio, possui os famosos Cassino Amambay

cassino

e o Shopping China;

shopping

população de 100 mil habitantes; situada a 565 km da capital do país, a 596 quilômetros de  Ciudad del Este e a 280 quilômetros de Salto del Guairá, a cidade é importante via de comércio entre o Brasil e o Paraguai, além de ser um importante centro turístico.

       Até breve minhas queridas amigas: Ponta Porã e Pedro Juan Caballero!

Simone Possas Fontana

(escritora gaúcha de Rio Grande-RS, membro correspondente da

Academia Riograndina de Letras, autora dos romances: MOSAICO e A MULHER QUE RI)

CHORAR

Postado em Atualizado em

CHORAR  (Poesia escrita aos 17 anos de idade)

mulher chorando 1

Não sei por que choro.

Não tenho dor, nem qualquer sofrimento.

Estou em paz com tudo e com todos.

Estou em paz principalmente comigo.

paz

Já chega de tanto ódio, desilusões,

Egoísmos e traições.

Hoje vou hastear a bandeira do amor

E da paz em meu coração;

Empunhar a espingarda da vida

E suicidar-me no amor.

suicídio de amor

Hoje estou em paz!

Mas choro. Choro de alegria!

Meu chorar é agradecer.

Meu chorar é aceitar.

Meu chorar é… Amar.

choro de amor

Choro porque amo tudo o que me cerca.

Choro de alegria por saber amar.

Choro porque sou amada.

choro

Recordo os bons momentos de minha infância

Passados com minha família e amigos.

Recordo-me desses instantes de amor

E deixo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto

Deliciando-me com o sabor das lembranças.

choro 1

Hoje, passados alguns anos,

Continuo quase a mesma garotinha travessa,

Mas com outra mentalidade, novos ideais,

Mente aberta, vontade de vencer.

vontade de vencer

Quero Te agradecer por tudo isso,

Principalmente por me teres dado

O dom de saber chorar.

mulher agradecendo Deus

E a você leitor que ama

Está comprometido em aceitar tudo.

Se sentir vontade de chorar e não souber,

Conversa com Deus, pois se sentirá em paz.

Sentir-se-á tão feliz como eu sou!

mulher rezando

NOTA DA AUTORA:

116513[1]

– Texto singelo escrito na data do meu aniversário, em 13/10/1979, quando estava completando 17 aninhos de vida.

– Publicado no Jornal O Peixeiro, suplemento do Jornal Agora, de Rio Grande-RS, em maio/1983 e abril/2013.

– Publicado no site: www.recantodasletras.com.br em maio/2013.

CARTA AO DIÁRIO POPULAR

Postado em

CARTA AO DIÁRIO POPULAR

jornal

Rio Grande(RS), 07 de outubro de 1979.

 

Ilmo. Sr. Clayr Lobo Rochefort

Diretor do Diário Popular

 

Prezado Senhor,

 

É com profunda e sincera humildade que ouso escrever para esse magnífico jornal, mais particularmente para a sua ilustre pessoa, representando o Diário Popular. Humildade esta que exprimo através de minhas poesias: poucas, porém reais, verificas, humanas e feitas com muito amor.

 

Gostaria de transmitir, com sua permissão, tudo o que sinto e penso, através dessas mensagens, aos leitores assíduos desse informativo, o qual o senhor é responsável.

 

Meu humilde pedido seria que seu jornal fosse:

– como um elo que liga correntes, sendo que uma das partes da corrente seria minha poesia e a outra seria  leitor;

– como uma ponte a qual liga duas margens opostas, sendo que em uma das margens, minhas poesias ali estariam e na outra margem, os leitores com ansiedade esperariam para lê-las;

– como a brisa mansa que tremula a flor fazendo com que caia o pólen multiplicador;

– como o vento forte que faz com que as águas do mar tornem-se bravias, chocando-se contra os rochedos;

– como um sorriso amigo;

– como uma mão amiga transmitindo muito amor.

Peço-lhe desculpas por ter estendido tanto meu pedido, mas meu interior é como um vulcão prestes a explodir e lançar suas chamas; basta para mim ter uma folha de papel, caneta e o tema a ser desenvolvido.

 

Em síntese, adoraria ser uma das privilegiadas de poder escrever poesias para o Diário Popular Dominical ou em qualquer dia da semana que o senhor preferir.

 

Vou desde já agradecendo, pois nos minutos perdidos nesta leitura, muitas manchetes sensacionais podem estar sendo deixadas de lado por alguns instantes, ocasionando um atraso na edição.

Sendo este o objetivo da presente, subscrevo-me,

 

Atenciosamente,

 

Simone Possas

NOTA DA AUTORA:

116513[1]

– Carta escrita em 07/10/1979 com meus inexperientes 17 aninhos de vida.

– Carta nunca enviada. Ainda bem que tive um instante de lucidez e não enviei.  Coisa de criança! kkkk

carta não enviada

CARÊNCIA DE PAZ

Postado em

CARÊNCIA DE PAZ

paz 1

Preciso de um pouco de paz

Será que a encontrarei?

Meu espírito e alma imploram

Será que muito procurarei?

paz 2

Preciso de um pouco de paz

Paz para comigo mesmo

Se não entrarei em pânico

Se não andarei a esmo.

andando a esmo

Imploro ao Senhor meu Deus

Para mim um pouco de paz

Preciso dela urgente

Certeza tenho de que me darás.

paz 3

Ando vagando sem rumo

Pois meu interior é uma chama

Fumegante em meio a problemas

Que por um pouco de paz, clama.

paz

Nota da Autora:

116513[1]

– Poesia escrita em 21 de julho de 1979, aos 17 anos de idade.

– Publicada no Suplemento O Peixeiro, do Jornal Agora, de Rio Grande-RS, em 19/07/1982 e abril/2013.

– Publicada no Jornal Diário Popular, de Pelotas-RS, em dezembro/1980.

– Publicada no site www.recantodasletras.com.br em novembro/2012.

ABANDONADA NA ESCADARIA

Postado em Atualizado em

ABANDONADA NA ESCADARIA

 Escola

           

                          Tenho dezessete anos. Já devem ser mais de dez horas da noite. Não tenho certeza, pois saí as dez da escola e já faz uns quantos minutos que aqui estou. Onde? Sentada na escadaria do prédio da Escola J. M. Coloco os livros no degrau da escada e sento-me sobre eles, esperando pela carona de meu pai.

carro

           

                           A escola J. M. é enorme. Ocupa um quarteirão inteiro. Ao subir essa escadaria com vinte degraus (contei-os enquanto espero), chega-se num saguão chamado de Sala de Espera. Quem aí espera para ser atendido pela diretora, fica rodeado de fotos de ex-professores homenageados.

quadro

           

                           Passando por esse saguão, chega-se numa bifurcação: à esquerda, longo corredor com vinte salas de aula e a direita também.

                         Em frente da bifurcação, uma longa escadaria que leva ao segundo andar igualzinho ao primeiro. Isso é somente uma ala da escola. Nos fundos existe um grande pátio com área de lazer e quadras para prática de esporte. Cercando esse pátio, surgem mais três blocos com dois andares cada, contendo mais salas de aula.

quadra

           

         Quem conhece a Escola J. M. sabe de sua imponência física e educacional. É uma escola mantida pelo governo estadual com educação pública de alto nível. Estudo no período noturno, pois trabalho como recepcionista num escritório de advocacia durante o dia. Curso o último ano do segundo grau e prestes a fazer as provas do Vestibular.

vestibular

           

                          Ocasionalmente acontecia um fato engraçado: a porta da sala de aula se abria bem devagar, rangendo seus velhos e enferrujados parafusos.

porta

                        Olhávamos para a porta aberta e gritávamos num uníssono: – ENTRA J.M.! ENTRA!

sala de aula

                      Nem os professores conseguiam conter o riso. Virou lenda! Quem estudou no J.M. sabe dessa brincadeira fantasmagórica!   

fantasma

                          Todos os alunos estão indo embora. Todos? Todos menos eu que espero sentada na escadaria.

 

mulher sentada escada

 

 

                        Vejo os professores e outros funcionários saindo também. Aceno para uns, converso com outros. A escola está ficando vazia. O silêncio aumenta. Escuto um barulho de interruptor sendo desligado e todas as luzes se apagam, com exceção da lâmpada que fica no lado de fora da escola. É a última funcionária que sai: Dona L., a bibliotecária.

 

mulher gargalhando

 

 

                         Esquelética, alta, cabelos brancos pintados de louro ou louro pintados de branco? Não sei. As rugas do seu rosto são salientadas pelo excesso de maquiagem.

                        – Puxa! Você ainda está aí? Já são 22h30min e já foram todos embora! Vai ficar sozinha? Tem medo? Quer que fique mais um pouco com você? – pergunta ela ao deparar-se comigo na rua.

                       – Não, Dona L. Pode ir em paz. Meu pai já deve estar chegando. Obrigada mesmo assim. – disse para tranquilizá-la, mas estava com medo de ficar só.

                       Dona L. vai em direção ao seu Fusca que a espera em frente da escadaria do prédio. É o último veículo a sair.

 

 

fusca

 

 

                           O luar está lindo, mas amedrontador.

 

noite enluarada

 

 

                          Céu preto tendo ao centro aquela enorme e brilhante lua que clareia mais ainda o granito branco da escadaria. Fico ali me sentindo como o centro das atenções: iluminada pelo luar, numa escadaria branca e rodeada de escuridão e silêncio por todos os lados. Centro das atenções de quem? Não há pessoas na rua e nem veículos!

                           – Só falta o J.M. aparecer aqui. Vou falar para ele: “SENTA J.M.! SENTA!” Vamos ficar batendo papo prá passar a hora mais rapidamente! (O que o medo faz a gente pensar!).

                          O tempo continua passando. Escuto vozes e risadas. É um grupo de rapazes que se aproxima da escola, caminhando pelo meio da rua. Vêm rindo, gritando, chutando as lixeiras e derrubando os lixos nas calçadas.

amigo

           

                          – Tomara que não me vejam. Agora não dá mais tempo de sair desta claridade e ir para um canto mais escuro. Eles vão perceber que estou me escondendo. – penso apavorada.

mulher louca 1

           

                           O grupo passa olhando-me. Murmuram como se estivessem combinando algo.

                           – Será que vão me assaltar?

mulher em dúvida

           

                          Continuam caminhando até a esquina, onde termina o prédio da escola. Ali ficam parados por uns dez minutos, olhando para mim e conversando.

                           – Estou “fu…”! Eles vão vir para cá. Tenho certeza. O que posso fazer? Para onde vou? Será que dá tempo de sair daqui e caminhar até a esquina oposta sem chamar a atenção deles? Paizinho, onde o senhor está? Será que se esqueceu de buscar sua filhinha querida na escola?

mulher aflita

           

                         Ao terminar esse pensamento, escuto um barulho de carro que passa na esquina.

                         – Tomara que esse carro vire para cá. Se virar, deve ser meu pai. Vou fazer pensamento positivo.

                         O carro vira na esquina, mas passa em alta velocidade em frente à escola.

                        – Que  merda! Não era meu pai. Não sei se estou apavorada, triste ou com raiva.

mulher falando

           

                         Já passa das 23 horas. Outro carro vira a esquina. Meu coração dispara de alegria e alívio ao reconhecer o carro de meu paizinho.

mulher aliviada

                        

                          Levanto-me da escadaria e corro até o carro que já está estacionando. Aproximo-me e vejo que meu pai está no banco do carona e quem está dirigindo é meu tio E.

                        – Nossa! Que alegria em ver vocês! Como demoraram! Foram apenas sessenta minutos de espera, mas que pareceram cerca de quatro horas!

relógio

       

                         – Filha, você esqueceu que seu tio E. estava chegando de viagem? Ficamos conversando… conversando… e nem vimos o tempo passar! Desculpe pelo atraso.

                         – Oi sobrinha querida! Quanta saudade! A culpa foi minha, viu? Comecei a falar e não parei mais!

                        – Tudo bem, gente! Não há problema algum, mas vamos sair logo daqui. Estou morrendo de vontade de chegar ao aconchego do nosso lar. – disse aflitamente, olhando para o lado oposto de onde estava o grupo de rapazes.

lar

 

Nota da Autora:

116513[1]

– Conto escrito em fevereiro/2014 por Simone Possas Fontana, membro correspondente da Academia Riograndina de Letras e membro da Academia de Letras do Brasil – Seccional MS.

– Publicado no site: http://www.recantodasletras.com.br

 

CANÇÃO A DEUS

Postado em Atualizado em

Canção a Deus

Deus 

             

 

 

 

Aqui estou na tua frente

E chorando me torno mais gente

BIS     Contigo que eu tanto amei

BIS     Contigo que eu tanto amei

 

mulher acordando chorando

Muito rezo por meu amigo

E a ele dou a boa vinda

BIS     Se está aqui ou já tenha ido

BIS     A ele dou a minha vida.

mulher rezando

Gosto muito do meu irmão

E a ele dou a minha mão

BIS     A ele que eu tanto amei

BIS     A ele que eu tanto amei.

amigos

                                              

Procuro pela minha paz

Certeza tenho de que me darás

BIS     Peço a Ele a quem tanto amei

BIS     A Ele a quem tanto amei.

paz

NOTA DA AUTORA:

116513[1]

– Canção escrita nos meus 17 aninhos de vida.

–  Publicada no Suplemento O Peixeiro, do Jornal Agora de Rio Grande-RS, em 04/2013

– Publicada no site: www.recantodasletras.com.br em 04/2013