O LEGADO DA OLIMPÍADA

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Olimpíada

 

            Olimpíada é o nome dado ao período de quatro anos entre duas edições dos Jogos Olímpicos, onde atletas de vários países se reúnem num país para disputarem um conjunto de modalidades esportivas.

            Na Antiguidade, os Jogos Olímpicos tiveram início na cidade de Olímpia (Peloponeso) na Grécia Antiga. Os participantes realizavam para homenagear o deus Zeus: os homens em honra a Zeus e as mulheres em honra à Hera. O vencedor recebia uma coroa de louro ou de folhas de oliveira. Modalidades praticadas: arremesso de dardo, salto em altura, lançamento de disco, corridas, lutas e muitas outras.

            Já na era moderna, a primeira Olimpíada aconteceu em 1896, em Atenas, com a participação de 14 países: Alemanha, Austrália, Áustria, Bulgária, Chile, Dinamarca, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Grécia, Hungria, Itália, Suécia e Suíça.

Olimpíada 1896

          

            A própria bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formadas por cinco anéis entrelaçados representando os cinco continentes e suas cores (sendo o anel azul correspondente a Europa, o anel amarelo a Ásia, o preto a África, o verde a Oceania e o vermelho as Américas.

            Não precisar ser atleta para gostar de assistir as modalidades esportivas como vôlei, tênis, atletismo, natação, etc. Assista, torça, vibre com a vitória e sofra com a derrota. Fique sem piscar acompanhando cada lance, até soltar um grito de prazer ou de dor! Emocione-se ao ouvir o hino nacional e ver a nossa bandeira ser hasteada!

            Isso é muito lindo! É paixão pelo esporte! É patriotismo!

           Tudo acima foi escrito com o coração! Mas se deixarmos de lado o coração e pensarmos com a razão? O que a Olimpíada deixa para o país sede? Qual o seu legado? O que ela deixa por herança?

herança

           

            A Olimpíada, em função de sua visibilidade na mídia, serviu de palco de manifestações políticas, desvirtuando seu principal objetivo de promover a paz e a amizade entre os povos. Nas Olimpíadas de Berlim (1936), o chanceler alemão Adolf Hitler, movido pela ideia de inferioridade da raça negra, não ficou para a premiação do atleta norte-americano negro Jesse Owens, que ganhou quatro medalhas de ouro.

            A Olimpíada de 2016 será realizada no Rio de Janeiro, onde foi construído o Parque Olímpico da Barra da Tijuca – chamado de “Coração dos Jogos”, por meio de uma Parceria Público-Privada, local que ocupa uma área de 1,18 milhão de metros quadrados, que será palco de 16 modalidades olímpicas e 9 paraolímpicas. O Rio de Janeiro abriu mão do luxo na construção das instalações esportivas, mas sem diminuir a excelência esportiva. Se nos Jogos de Pequim arenas como o Cubo D`Água ou o Ninho de Pássaro marcaram a competição do ponto de vista arquitetônico, na primeira edição realizada na América do Sul, o tom será o da eficiência. Pelo menos é isso que se quer! É isso que se espera (mesmo sabendo que algumas delegações estão chegando ao Coração dos Jogos e encontrando muitos problemas de construção como goteiras, vazamentos; mesmo sabendo da disputa jurídica envolvendo o local onde foi construído o campo de golfe e a defesa do meio ambiente, etc.)!

Parque Olímpico

           

           Após os eventos, o Parque Olímpico terá áreas de uso público e outras de uso privado, sendo boa parte de seu espaço destinada a empreendimentos residenciais, comerciais e parque público, sendo que o restante da área deverá ter uso compartilhado por estudantes da rede municipal e por atletas de alto rendimento, em espaços que terão supervisão do Comitê Olímpico do Brasil – COB. A pista de atletismo tem padrão olímpico e terá uso compartilhado por atletas profissionais e jovens iniciantes. Alguns móveis da vila dos atletas irão para o alojamento da pista, que será construído após os jogos.

            Por ser um evento mundial, coloca em evidência o país sede, trazendo atletas, turistas e tudo que os acompanha (incrementos em compras, passeios, turismo, hotelaria, restaurante, etc.).

            Ainda pensando com a razão, coloco uma pulga em sua orelha: – Vale a pena tudo isso? Todo o dinheiro que foi investido? Haverá retorno? A verba que foi gasta poderia ser aplicada em melhorias dos hospitais e escolas?

            Não precisa ir para o lado do coração ou da razão. Não é necessário escolher um lado. Não precisa concordar ou discordar. Apenas reflita.

pensar

            Pensando novamente com o coração (com ou sem medalhas), vibre e grite aos atletas: – AVANTE HEROICOS GUERREIROS! SUCESSO!

Simone Possas Fontana

(escritora gaúcha de Rio Grande-RS,

membro da Academia de Letras do Brasil/MS, ocupando a cadeira 18,

membro correspondente da Academia Riograndina de Letras,

membro da UBE/MS – União Brasileira de Escritores,

autora dos livros MOSAICO,  A MULHER QUE RI e PCC,

graduada em Letras pela UCDB,

pós-graduada em Literatura,

contista da Revista Cultura do Mundo,

blog: simonepossasfontana.wordpress.com)

 

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